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Operação Diamante Negro: Ministério Público Federal em Três Lagoas (MS) vai pedir a prisão de envolvidos

última modificação 20/05/2008 16:06

O Ministério Público Federal (MPF) pretende denunciar à Justiça Federal os envolvidos no esquema de extração ilegal de madeira nativa para produção e venda de carvão vegetal, descoberto na chamada Operação Diamante Negro. O procurador da República, Gustavo Moysés da Silveira, da Procuradoria da República no Município de Três Lagoas (MS), acredita haver provas suficientes de crimes contra a administração pública, à ordem tributária e ao meio ambiente, além de corrupção e formação de quadrilha. A denúncia deve ser oferecida após a conclusão do inquérito pela Polícia Federal.

A investigação da quadrilha, que tinha base em Mato Grosso do Sul mas atuava em vários Estados do país, começou em junho de 2007, através de escutas telefônicas, realizadas pelas delegacias da Polícia Federal de Dourados e Três Lagoas. O Ministério Público Federal acompanhou as investigações desde o início.

Em abril deste ano, o procurador da República, Gustavo Moysés da Silveira, emitiu parecer à Justiça Federal pela expedição de 116 mandados de busca e apreensão. A Justiça deferiu 21 mandados de busca e apreensão domiciliar.

O Ministério Público Federal se manifestou, ainda, pela prisão temporária de 49 integrantes da quadrilha e pela condução coercitiva de outros nove envolvidos, sendo concedida pela Justiça Federal a prisão temporária, por 5 (cinco) dias, de trinta e cinco pessoas. As prisões ocorreram hoje. Foram negadas as conduções coercitivas.

O carvão produzido ilegalmente e em larga escala tinha como destino siderúrgicas em Minas Gerais e São Paulo e escoava livremente com a facilitação de passagem por policiais rodoviários federais do posto de Paranaíba (MS). Estão envolvidos ainda no esquema servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Agência Fazendária (Agenfa), Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), bem como produtores de carvão e particulares.

Segundo apurado, a quadrilha implantou inúmeras carvoarias clandestinas, nas quais explorava mão de obra barata, inclusive menores de idade, arregimentados por um "gato". A extração de madeira nativa ocorreu até mesmo em áreas de preservação ambiental, tendo seu transporte e venda realizados sem os necessários Documentos de Origem Florestal (DOFs), ou com DOFs ideologicamente falsos.

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