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Marcado novo julgamento dos responsáveis pela morte de policial federal em 1989

última modificação 09/07/2008 10:06

Fernando Luís Fernandes dá nome à rua em que fica a sede da Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Após longa tramitação e a anulação do primeiro julgamento, o Ministério Público Federal quer a condenação dos envolvidos por homicídio qualificado.

Está marcado para o dia 17 de julho, às 9h, o novo julgamento de Pedro Alves Pacheco, Roher Pacheco e Wild Pacheco, pelo Tribunal do Júri Federal da 1ª Subseção Judiciária, em Campo Grande (MS). Os acusados foram condenados em 2002 pelo homicídio qualificado do Policial Federal Fernando Luís Fernandes, mas o primeiro júri foi anulado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por falhas nos questionamentos e contradições nas respostas dos jurados.

No novo julgamento, o Ministério Público Federal pretende a condenação dos três acusados, por homicídio doloso - com intenção de matar - qualificado, enfatizando a circunstância de os réus terem agido de surpresa, sem dar chance de defesa ao policial. A leitura do MPF é de que é evidente que o ataque inesperado, com uso de armas de fogo, surpreendeu a vítima e seu colega - Jefferson da Guia Rodrigues, que sobreviveu - desprevenidos, tanto que estes, mesmo com as armas embaixo da perna, não conseguiram reagir à agressão.

O Agente da Polícia Federal Fernando Luís Fernandes, morto aos 42 anos pelos acusados, integra a galeria de heróis do Departamento da Polícia Federal e, como homenagem póstuma, dá nome à rua em que fica a sede da superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul. Ele deixou um casal de órfãos.

Conheça o caso

No dia 13 de dezembro de 1989, o Agente de Polícia Federal, Fernando Luís Fernandes, junto com Jefferson da Guia Rodrigues, realizava campana, observando pessoas suspeitas de contrabando, na Rua Eduardo Santos Pereira, em frente ao número 2240.

Na mesma rua morava Roher Pacheco. Ao ver o carro descaracterizado dos policiais, às 21h30 ele saiu à procura de seu irmão Wild Pacheco, que estava na casa de Fulvio Benites. Por volta das 23h, Roher - em uma Brasília preta - e Fulvio e Wild - em um Fusca - retornaram à casa de Roher. Eles então entraram na residência, acenderam as luzes e saíram novamente de carro, passando pelos policiais por duas vezes.

Ao observar que o carro dos policiais permanecia estacionado, os três foram até a casa de Pedro Alves Pacheco, que é o pai de Roher e Wild. Pedro, Wild, Roher e Fúlvio armaram-se com armas de fogo e, por volta das 23h30, saíram novamente. Pedro seguiu no Fusca, junto com Wild. Roher e Fulvio foram na Brasília. Ao passar pelos policiais, todos eles dispararam várias vezes. Fernando foi atingido no peito e morreu de hemorragia aguda.

Os réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal em 26 de janeiro de 1990. Fúlvio, falecido, não foi denunciado. O primeiro julgamento aconteceu em 17 de setembro de 2002 mas o primeiro júri foi anulado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, por falhas nos questionamentos e contradições nas respostas dos jurados.

O Ministério Público Federal considera que Pedro, Roher e Wild agiram intencionalmente e de surpresa, sem dar chance de defesa ao policial, o que caracteriza o homicídio doloso qualificado. A peça de acusação é clara neste sentido, principalmente porque os réus atiraram várias vezes, do interior de veículos em movimento, em local que, mesmo dotado de iluminação pública, a visibilidade era precária em razão do horário noturno e da existência de diversas árvores.

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