Você está aqui: Página Inicial Serviços Sala de Imprensa Notícias 2008 09 ANPR representa contra advogado do banqueiro Daniel Dantas

ANPR representa contra advogado do banqueiro Daniel Dantas

última modificação 11/09/2008 17:59

Associação considera caluniosas as declarações que pretendem desviar o foco das investigações.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) protocolou hoje (11) representação disciplinar contra o advogado do banqueiro Daniel Dantas, Nélio Machado, perante o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A Associação requer a abertura de processo disciplinar em face de o advogado ter declarado à imprensa que o procurador da República Rodrigo de Grandis agiu com má-fé na condução de processo referente ao bloqueio de um fundo de investimento pertencente ao banqueiro.

Para o presidente da ANPR, Antonio Carlos Bigonha, o advogado de Dantas assumiu uma postura antiética e ilegal, cometendo infração disciplinar prevista no Estatuto da OAB. "A postura do nobre advogado é incompatível com o exercício da advocacia, pois desconsidera a urbanidade e o mútuo respeito que devem nortear o relacionamento entre magistrados, procuradores e advogados", explica.

O procurador da República Rodrigo de Grandis atua no estrito cumprimento de seu dever funcional e de sua competência constitucional e tem agido como defensor da coletividade. "O pedido de seqüestro de R$ 535,8 milhões tem base em rastreamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, unidade do Ministério da Fazenda que detecta movimentações atípicas no sistema bancário", afirma Bigonha.

Segundo o presidente da ANPR, desde que foram iniciadas as investigações contra o banqueiro Daniel Dantas, tem-se notado uma tentativa de desacreditar a integridade da atuação de procuradores, magistrados e policiais. "Temos observados com cautela as discussões sobre supostos excessos de membros do Ministério Público Federal, juízes federais e policiais", comenta Bigonha. "Mas agora não podemos mais aceitar discursos que extrapolam o debate jurídico e enveredam na crítica pessoal: nada acrescentam ao engrandecimento das instituições", completa.

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