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MPF disponibiliza Recomendação que gerou anulação de questões de concurso da UFGD

última modificação 22/12/2010 12:59

A íntegra do documento, que é público, está disponível na Internet

O Ministério Público Federal (MPF) disponibilizou hoje, em virtude do grande número de pedidos de interessados neste documento público, a Recomendação acatada pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) em junho. A UFGD acatou recomendação e anulou 15 questões da prova para o cargo de técnico em enfermagem do Hospital Universitário (HU), realizada em 25 de abril. As questões anuladas não eram inéditas, o que contraria o regulamento do concurso.

A UFGD publicou o resultado final com nova classificação, concedendo a pontuação das questões anuladas a todos os candidatos.

Confira aqui a Recomendação na íntegra.

Entenda o caso

A recomendação originou-se de um procedimento administrativo instaurado no MPF a partir de representações feitas por candidatos ao concurso público.

O regulamento do concurso determina que a Universidade Federal de Goiás deveria elaborar as provas objetivas para todos os cargos, que teriam 2355 questões inéditas. No entanto, candidatos denunciaram a ocorrência de plágio em 18 questões da prova para técnico em enfermagem, que teriam sido copiadas do livro Perguntas e Respostas Comentadas de Enfermagem, de Andréia Patrícia Gomes e colaboradores, da Editora Rubio.

O MPF constatou que 15 questões eram cópias idênticas do livro ou com pequenas alterações, como inversão na ordem das alternativas ou substituição de elementos gramaticais, "com o fim de dissimular o plágio" .

Conforme o procurador da República Raphael Otávio Bueno dos Santos, "não houve justificativa plausível da Pró-Reitoria de Ensino e Graduação da UFGD acerca das coincidências entre as questões da prova e aquelas dispostas no referido livro, restando, pelo contrário, ainda mais evidenciado que as questões da prova foram copiadas".

Ainda, quanto à denúncia de que quatro candidatos teriam sido convocados para as provas de títulos sem terem sido aprovados nas provas anteriores, a UFGD esclareceu que se trata de candidatos deficientes físicos que, embora não tenham atingido a mesma pontuação dos demais candidatos aprovados, foram aprovados para as vagas reservadas àqueles candidatos. Assim, quanto a esta denúncia, o MPF acolheu a justificativa da UFGD e não identificou irregularidade na convocação dos candidatos.

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