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Mensagem do MPF sobre a crise no estado de Mato Grosso do Sul

última modificação 28/09/2010 16:55

No dia 24 de setembro de 2010 o procurador-chefe da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul (PR/MS), Blal Yassine Dalloul, recebeu comissão de manifestantes representando mais de cem entidades da sociedade civil.

A Comissão entregou requerimento solicitando que o Ministério Público Federal tomasse as providências cabíveis para apuração, dentre outros, dos fatos revelados por membro da Assembleia Legislativa deste Estado, em vídeo veiculado na internet, em que detalha suposta partilha de dinheiro público entre autoridades públicas deste estado.

Na ocasião, o presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza, Paulo Ângelo, falando em nome das significativas entidades representadas, declarou que a comissão veio ao MPF por acreditar na seriedade da instituição: "Temos grande apreço pelo Ministério Público Federal. Fizemos questão de vir até aqui porque acreditamos na contribuição dessa instituição para a sociedade."

O procurador-chefe informou aos presentes, em reunião presenciada pela mídia, que a Instituição já acompanhava com bastante atenção os desdobramentos do caso, sendo certo que, plenamente conhecedora de suas atribuições, ponderava, em todos os graus de atuação, sobre quais as providências legais que poderiam ser adotadas pelo MPF, noticiando, inclusive, que já havia estabelecido contatos com o Ministério Público Estadual, destacando que "a instituição (MP/MS) com independência e isenção, certamente conduzirá a apuração com o intuito único de alcançar a verdade irrestrita dos fatos", assinalando ainda que "só existe um direito absoluto, que é o da verdade. Ela deve ser alcançada para que a sociedade e todos deste Estado sigam seu rumo sem questões tão graves mal resolvidas".

Nesta ocasião, o Ministério Público Federal reafirma que, com responsabilidade, equilíbrio, isenção e sem sensacionalismo de espécie alguma, não medirá esforços para que as investigações esclareçam todos os acontecimentos, convicto de que os sul-mato-grossenses merecem a segurança de viverem em um estado onde os poderes constituídos transmitam atos de moralidade, legalidade e probidade, e não o contrário.

Desta forma, reiterando o que foi transmitido aos dignos representantes das entidades recebidos de forma imediata em suas dependências, o MPF manterá a tradição que lhe rendeu a confiança depositada pela Comissão e, como sempre faz, agirá com independência e rigor nas investigações que lhe couberem, sendo certo que, atento ao princípio da publicidade dos atos públicos, qualquer do povo será informado oportunamente do resultado das apurações desencadeadas, com ressalva natural das questões eventualmente sigilosas, que são sempre observadas pelo órgão incumbido constitucionalmente da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Assessoria de Comunicação Social
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