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HU se compromete com MPF a iniciar videocirurgias eletivas de ombro

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última modificação 30/03/2012 11:56

Pacientes esperam por procedimento há mais de dois anos. Fila de espera pode chegar a 400 pessoas.

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul realizou na última sexta-feira (23) reunião no Hospital Universitário (HU) para assegurar tratamento aos pacientes que necessitam de videocirurgias eletivas de ombro. Há mais de dois anos doentes esperam por tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A fila de espera já chega a 400 pessoas, segundo levantamento do próprio hospital.

Participaram da reunião, além de representantes do HU e do MPF, o Secretário de Saúde de Campo Grande, servidores das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e do Centro Especializado de Reabilitação. Do encontro, ficaram estabelecidas responsabilidades e medidas para que as cirurgias eletivas sejam  realizadas o mais rápido possível.

Atendimento imediato

Os pacientes começarão a ser atendidos a partir da próxima semana. Inicialmente, devem passar por reavaliação médica e, se necessário, serão realizados novos exames. A cada semana, o médico especialista deve atender 10 pacientes e realizar de 2 a 3 cirurgias, além do acompanhamento médico-hospitalar.

A direção do Hospital Universitário irá adquirir pinças adequadas para a realização das cirurgias e disponibilizar um médico, possivelmente residente, para auxiliar o ortopedista. O HU se comprometeu, ainda, a assegurar a continuidade do atendimento aos pacientes em ortopedia e a realizar permanente as videocirurgias que forem indicadas.

Além disso, o hospital deve apresentar justificativa de dispensa de licitação para a contratação imediata de pessoa jurídica com profissionais especializados nessas videocirurgias. O objetivo é agilizar o atendimento aos pacientes e diminuir o tempo de espera pelo procedimento.

Para o procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Felipe Fritz Braga: "O compromisso assumido pelo Hospital Universitário representa muito pouco diante do que o Estado necessita. Há centenas de pessoas esperando pela cirurgia de ombro. É necessário que outros hospitais ofereçam essas cirurgias pelo SUS, e União, Estado e Municípios invistam mais."

Reabilitação

Na reunião, o MPF ainda buscou garantir mecanismos para reabilitação dos pacientes que forem operados. As Secretarias Municipal e Estadual de Saúde se responsabilizaram a assegurar tratamento de reabilitação com fisioterapia, conforme os protocolos indicados pelo médico especialista, inclusive no prazo adequado para cada caso clínico.

Entenda o caso

O Hospital Universitário é considerado referência em Ortopedia desde 2010. Ao assumir as atividades antes realizadas pelo Hospital Regional (HR),  recebeu, por cedência, os profissionais do HR e se comprometeu a realizar as cirurgias dos pacientes que já aguardavam por atendimento. Com a reforma do setor de Ortopedia, em novembro do mesmo ano, realizou contato com os pacientes, identificando, após avaliação por ortopedistas, 42 que precisavam operar.

Contudo, ora por ausência de profissional, ora por falta de materiais e instrumentais adequados para os procedimentos por vídeo, as cirurgias não foram realizadas. Em fevereiro de 2012, reunião no Ministério Público Estadual identificou que o problema persistia e que os pacientes continuavam sem atendimento. O MPF, então, agendou a reunião para solucionar o problema.


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