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Procuradores do MPF debatem experiências em Seminário sobre documentação indígena e etnohistória

última modificação 29/05/2013 15:11

No evento também foram apresentados vídeos produzidos pela assessoria de comunicação do MPF/MS sobre a demarcação de terras indígenas no estado.

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul participou nesta segunda e terça-feira do I Seminário de Documentação Indígena e Etnohistória, realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (NEPPI) na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), em Campo Grande (MS). 

Os procuradores Marco Antônio Delfino de Almeida e Emerson Kalif Siqueira apresentaram suas experiências de trabalho e exibiram vídeos produzidos pela Assessoria de Comunicação do MPF/MS nas comunidades indígenas do estado, disponíveis também no site Tekoha IV (clique aqui para acessar). 

O procurador Emerson Kalif Siqueira considerou a importância do evento para que se discuta as violações dos direitos indígenas “As atrocidades conta os índios foram tantas, não só físicas como culturais, que eles realmente sobrevivem e sobreviveram até hoje pela força que eles têm. Pela força interna, pelas suas organizações coletivas, pelo sentido de se manterem vivos enquanto etnia”. 

O pesquisador da Comissão da Verdade, Marcelo Zelic, falou sobre a importância de preservar a história indígena. “A memória tem o papel de interferir no presente ajudando as pessoas a tomar decisões, a decidir a partir de sua história. Na questão da documentação indígena, essa memória é muitas vezes inacessível e foi escondida durante muito tempo.”, disse o pesquisador, que encontrou o Relatório Figueiredo, documento oficial produzido entre novembro de 1967 e março de 1968, que revela os abusos contra os povos indígenas na época da ditadura militar. 

O procurador Marco Antônio Delfino de Almeida ressaltou a relevância do documento para a sociedade: “É importante que no Brasil tenhamos esse encontro com a verdade, que esse processo avance e que as violações de direitos sejam interrompidas, pois a invisibilidade da população indígena continua”. 

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