Você está aqui: Página Inicial Serviços Sala de Imprensa Notícias 2013 06 MPF/MS consegue acordo para sepultamento de indígena assassinado

MPF/MS consegue acordo para sepultamento de indígena assassinado

última modificação 15/06/2013 16:49

Cruz dentro de fazenda marcará local onde crime ocorreu

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) intermediou acordo para o sepultamento do indígena Celso Figueiredo, morto em uma emboscada na Fazenda Califórnia, em Paranhos (MS), fronteira do Brasil com o Paraguai, na última terça (12). 

O proprietário da fazenda e as lideranças indígenas concordaram que o sepultamento ocorresse no cemitério da Aldeia Paraguassu, à qual pertencia o indígena assassinado. No local da morte, dentro da fazenda, será colocada uma cruz e os indígenas terão livre acesso ao lugar.

Também ficou definido que somente a Força Nacional irá patrulhar a região e com absoluta prioridade, para evitar conflitos entre índios e fazendeiros, que não manterão vigilância armada no local. 

O acordo foi intermediado pelo procurador da República Ricardo Pael Ardenghi. Na tarde de ontem, ele reuniu-se, na Câmara de Vereadores de Paranhos, com o proprietário da Fazenda Califórnia bem como com representantes da Funai e da Força Nacional. Na saída, houve uma rápida conversa com proprietários rurais, apenas para explicar que no encontro não se discutiu demarcação de terras, mas apenas um acordo para o sepultamento do indígena morto.

Após isso, foi a vez de conversar com a comunidade indígena, que aceitou o acordo. 

Os indígenas queriam enterrar o corpo de Celso Figueiredo no local da morte, dentro da Fazenda Califórnia, enquanto que o fazendeiro temia uma ocupação da área. A falta de consenso ameaçava extrapolar para a violência. 

Durante as conversas surgiu, das próprias partes envolvidas, a proposta intermediária de colocação de uma cruz no local, com livre acesso franqueado aos indígenas para sua manutenção. O corpo foi enterrado no cemitério da própria comunidade, que se comprometeu a não fazer ocupações antes de um processo demarcatório.

Para o MPF, o diálogo deve ser a primeira opção. "A questão era simples, o local de um sepultamento, mas agravada pelo clima tenso que domina o estado. Ao final prevaleceu o bom senso e ambos os lados cederam em nome de um bem maior: evitar mais mortes. Isso só foi possível graças à abertura ao diálogo tanto dos indígenas quanto do fazendeiro. Seu exemplo deveria ser seguido", afirma o procurador.

A aldeia Paraguassu fica na Reserva Indígena Takuaraty/Yvykuarusu, demarcada com 2609 hectares. 

Assessoria de Comunicação Social 
Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul 
(67) 3312-7265 / 9297-1903 
(67) 3312-7283 / 9142-3976 
www.prms.mpf.gov.br 
ascom@prms.mpf.gov.br 
www.twitter.com/mpf_ms

 

 
Ações do documento