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MPF/MS denuncia ex-consultora do Ministério da Saúde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

última modificação 09/09/2014 14:07

Funcionária foi flagrada cobrando propina do Hospital do Câncer para a liberação de verbas da saúde

MPF/MS denuncia ex-consultora do Ministério da Saúde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Ex-consultora foi flagrada recebendo R$ 100 mil em propina. (Imagem extraída de vídeo disponibilizado pela PF/MS)

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul denunciou à Justiça a ex-consultora técnica Roberlayne Patrícia Alves e seu ex-namorado, Pedro Paulo Prince dos Santos, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O casal é acusado de arquitetar a cobrança de propina do Hospital do Câncer (HC) de Campo Grande para a liberação de verbas públicas, pelo Ministério da Saúde, para aquisição de um acelerador linear e de equipamentos para o tratamento contra o câncer.

Segundo investigações policiais, Roberlayne exigiu R$150 mil do HC para “agilizar a aprovação do convênio”, avaliado em R$ 4,6 milhões. Denunciada pelo diretor do hospital, a ex-consultora passou a ser monitorada pela Polícia Federal (PF) e foi presa em flagrante, em 16 de junho, ao receber parte da propina, em mãos, na sede do hospital. (Confira abaixo imagens do flagrante realizado pela PF).

 


Cúmplice

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça comprovam que Roberlayne não agiu sozinha. Pedro Paulo dos Santos, então namorado da consultora, ajudou a companheira na execução do crime. O rapaz, além de incentivar a prática criminosa, forneceu dados bancários de seu pai para o depósito da propina, com o objetivo de impedir o rastreamento dos valores. Pelo auxílio, Pedro Paulo foi retribuído com R$ 6 mil. 

O casal, além do crime de corrupção passiva, deve responder também por lavagem de dinheiro - pela tentativa de ocultar a origem, localização e movimentação do valor recebido ilegalmente. A ex-consultora e seu ex-namorado, se condenados, podem pegar de 5 a 22 anos de prisão.

A denúncia já foi aceita pela Justiça e os dois acusados agora são réus em ação penal.

Referência Processual na Justiça Federal de Campo Grande/MS: 0005320-63.2014.4.03.6000 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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