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MPF/MS: Ceasa e fornecedores devem monitorar presença de agrotóxicos em vegetais

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última modificação 09/07/2015 15:12

Central de Abastecimento comercializa mais de 170 mil toneladas de produtos por ano, mas não faz qualquer acompanhamento do uso de agrotóxicos nas lavouras

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) recomendou à Central de Abastecimento (Ceasa/MS) e à Associação de Usuários da Ceasa/MS (AUCE) que seja realizado o monitoramento da existência de agrotóxicos em frutas, verduras, legumes e hortaliças comercializados na central. A recomendação foi expedida após inércia da empresa e de seus fornecedores na análise da presença de resíduos químicos nos produtos comercializados.

O documento solicita que seja verificada a existência de agrotóxicos acima do limite permitido, de uso proibido ou não recomendados para as culturas alimentícias vendidas no local. A iniciativa, já realizada em outros estados do país, pretende aumentar o controle sobre a utilização dos agrotóxicos, preservar a qualidade dos produtos comercializados e a saúde dos consumidores.

Segundo site nacional da Ceasa, por ano, 170 mil toneladas de produtos hortigranjeiros são vendidos em Mato Grosso do Sul. Contudo, nem a central e nem os fornecedores monitoram com efetividade a presença de resíduos de agrotóxicos nos vegetais ofertados. 

A Ceasa e os fornecedores têm 30 dias para responder se acatam ou não a recomendação e, em caso positivo, informar como ocorrerá o monitoramento.

40 litros de agrotóxicos por ano

Em maio, ciclo de palestras realizado pela Comissão Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos em Mato Grosso do Sul reacendeu o alerta sobre o alto consumo de agrotóxicos no estado. De acordo com o professor Wanderlei Pignati, da UFMT, os sul-mato-grossenses ingerem, por ano, até 40 litros de Agrotóxicos (enquanto a média nacional é de 5,2 litros) e a presença de agrotóxicos já foi identificada até no leite materno. 

Conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os agrotóxicos podem se dispersar no meio ambiente com facilidade, causando danos ao solo, água, fauna e flora da região, em alguns casos de forma irreversível. Segundo estudos recentes da agência, a alface e o tomate, que fazem parte do consumo diário de muitas famílias, estão no topo da lista de uso de agrotóxicos.

Em relação à saúde, pesquisas apontam que os princípios ativos presentes nos inseticidas podem causar esterilidade masculina, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e na produção de hormônios, além de má formação fetal e desenvolvimento de câncer.

 
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