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Operação desarticula quadrilha de contrabandistas que atuava em MS e SP

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última modificação 03/12/2015 09:09

Operação desarticula quadrilha de contrabandistas que atuava em MS e SP

20 toneladas de mercadoria foram apreendidas. Foto: Polícia Federal

Na manhã desta quinta-feira (3), a Polícia Federal (PF) deflagrou a chamada Operação Trapos, conduzida em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB) com o fim de desarticular um grupo criminoso voltado à importação ilícita de mercadorias a partir da fronteira do Mato Grosso do Sul com a Bolívia.

Iniciada em dezembro de 2014, a Operação Trapos, assim chamada em razão da grande quantidade de vestuários clandestinamente importada pelo grupo, desvendou a existência de um esquema criminoso estruturado em dois principais núcleos. De um lado, um núcleo de gerentes que, na região de Corumbá (MS), promovia a internalização irregular de mercadorias provenientes da Bolívia, e as transportava para Campo Grande (MS) e para cidades do interior do estado de São Paulo.

A quadrilha contava com uma estrutura de atravessadores, motoristas, batedores e olheiros, bem como com a facilitação de um servidor da Receita Federal, cooptado pelo grupo. Um núcleo de compradores residentes na região de Birigui (SP), adquiriam as mercadorias importadas ilicitamente da Bolívia, e financiavam, assim, as atividades daqueles que, na fronteira, eram responsáveis por uma sistemática importação ilícita de mercadorias para o Brasil.

Além de identificar os principais membros do esquema criminoso, os monitoramentos conduzidos no curso da Operação Trapos permitiram às autoridades realizar 8 prisões em flagrante, assim como apreender 700 pássaros silvestres de origem peruana e aproximadamente 20 toneladas de mercadorias descaminhadas e contrabandeadas, cuja importação clandestina, em desacordo com a legislação e sem o pagamento dos tributos devidos, causou um prejuízo estimado de R$ 950 mil aos cofres públicos.

Neste momento, cerca de 100 agentes policiais federais e servidores da Receita Federal do Brasil cumprem, com autorização da Justiça Federal em Corumbá (MS), 12 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de condução coercitiva e 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Corumbá, Dourados e  Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e São Paulo, Birigui, Araçatuba, Sorocaba e Penápolis, em São Paulo.

A pedido do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, a Justiça Federal determinou a suspensão do exercício das funções do servidor da Receita Federal cooptado pelo esquema criminoso, com prejuízo de seus vencimentos, e a suspensão das atividades da empresa transportadora utilizada pelo grupo para viabilizar importações de grandes cargas de mercadorias sem despertar a atenção das autoridades fiscalizadoras.

Os investigados, ao final da operação, deverão responder pela possível prática de diversos crimes, como associação criminosa, contrabando, descaminho, facilitação ao contrabando e descaminho, prevaricação, corrupção ativa, falsidade ideológica e tráfico internacional de animais silvestres.

Assessoria de Comunicação Social 
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